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Official logo of Rafael Pondé, Brazilian musician, composer, and performer.
Rafael Pondé singing and playing guitar during a live performance with his band.

"Músico extremamente talentoso com uma capacidade inata de entreter."

-  Devin G. de Pottstown, PA ON  29/07/2017 

"Esta banda é incrível e carismática!"

-  Denisha J. de Malvern, PA em  22/09/2017

​​ "Seu cd é uma obra de arte... Este álbum merece o melhor álbum independente do ano. Eu tenho tocado nele desde que voltei. Temos que fazer um show para você em Atlanta... por favor, apoiem Rafa Ponde " Afrikabahia" lindo álbum em português...."

-  DJ Barry Walker de Atlanta

Rafael Pondé: 50 anos de vida, 30 anos de música e um legado sem fronteiras

Das ruas vibrantes de Salvador, na Bahia, aos palcos dos Estados Unidos e além, Rafael Pondé celebra 50 anos de vida e três décadas de uma trajetória extraordinária marcada pela música, cultura, liberdade e autodescoberta. Cantor, compositor, guitarrista, multi-instrumentista, produtor e embaixador cultural, Rafael dedicou sua vida a criar uma música que transcende fronteiras, unindo a alma da música brasileira, a consciência do reggae, a energia do rock e a linguagem universal do ritmo.

Nascido em Salvador, Bahia, Rafael Pondé cresceu imerso na rica herança cultural e musical de um dos centros artísticos mais influentes do Brasil. Suas primeiras influências musicais vieram da coleção de discos de vinil de seu pai, dos sons da música popular brasileira, do soul e dos ritmos potentes da Bahia — incluindo o movimento samba-reggae, que moldaria sua identidade artística. Mais tarde, descobriu a música de Bob Marley, uma experiência que aprofundou sua conexão com o reggae e suas mensagens de paz, consciência e liberdade humana.

Em 1996, Rafael iniciou sua carreira profissional na música como guitarrista e compositor da banda baiana de reggae Diamba. Aqueles primeiros anos fizeram parte de um movimento vibrante de reggae em Salvador, ao lado de artistas como Adão Negro e Sine Calmon. Com a Diamba, Rafael contribuiu para uma geração musical que trouxe novo destaque ao *roots reggae* na Bahia e ajudou a conectar artistas locais a um público nacional mais amplo.

Um dos capítulos memoráveis ​​do início de sua carreira ocorreu em 1998, quando a Diamba trouxe a banda Natiruts para a Bahia pela primeira vez. O show aconteceu no dia da final da Copa do Mundo em que o Brasil foi derrotado; ainda assim, a apresentação foi um sucesso e tornou-se uma das lembranças marcantes de Rafael na cena do reggae brasileiro. Anos mais tarde, seu trabalho como compositor estabeleceria uma conexão ainda mais direta com a banda de Brasília: Rafael compôs "Princesa do Cerrado", canção gravada pelo Natiruts no álbum *Quatro* (EMI, 2002).

O trabalho de Rafael como compositor estendeu-se muito além de suas próprias gravações. Suas músicas foram interpretadas e gravadas por artistas e grupos como Natiruts, Diamba, Adão Negro, Lampirônicos, Negra Cor, In Natura, Claus e Vanessa, entre outros. Suas composições unem melodia a mensagens sobre identidade, espiritualidade, história e consciência social. Canções como "Revolta dos Malês" e "Miscigenação" refletem seu interesse em utilizar a música como meio de conectar a memória cultural à vida contemporânea.

Ao longo de sua carreira, Rafael lançou um vasto catálogo de músicas autorais, incluindo álbuns solo, projetos colaborativos e produções independentes. Sua trajetória criativa transcendeu as fronteiras do Brasil, envolvendo gravações e parcerias profissionais com músicos e produtores de diversas partes do mundo. Entre essas conexões, destacam-se Hans Martin Buff — produtor e engenheiro de som vencedor do Grammy que trabalhou com artistas como Prince e Joss Stone — e o pianista americano Bill Anschell, também ganhador do Grammy.

Em 2017, Rafael expandiu sua jornada musical para os Estados Unidos, levando sua identidade artística brasileira a novos contextos culturais. As experiências de viver e se apresentar em diferentes cidades americanas fortaleceram seus laços com músicos de toda as Américas, incluindo integrantes das comunidades colombiana, porto-riquenha, cubana e dominicana. Esses encontros passaram a integrar a evolução contínua de sua música, que tem no intercâmbio cultural uma fonte de criatividade.

Em 2022, Rafael criou o *Brazilian Reggae Experience*, um projeto sediado na Califórnia dedicado a explorar a convergência entre a música brasileira e o *roots reggae*. O projeto reflete seu compromisso com a inovação musical, sem abrir mão da conexão com as tradições que moldaram sua trajetória. O álbum *Brazilian Reggae Experience Vol. 1*, lançado em 2023, apresentou essa sonoridade a novos públicos; a faixa "Cartagena" ganhou destaque em *playlists* editoriais do Spotify e ultrapassou a marca de dois milhões de reproduções (*streams*), segundo a biografia oficial do artista.

O projeto teve continuidade com o lançamento de *Brazilian Reggae Experience Vol. 2*, em 2025. Produzido por Rafael, o álbum amplia sua pesquisa musical e traz canções inéditas em inglês, refletindo suas vivências na Califórnia e seu interesse por temas como autorrealização, gratidão, amor e conexão com a natureza. O disco conta ainda com colaborações de músicos ligados à cena internacional do *reggae*, incluindo Jon McKnight. Para além dos palcos e do estúdio de gravação, a trajetória de Rafael é marcada pela independência, pela persistência e pela reinvenção constante. Ele construiu sua carreira com base na iniciativa artística, na composição, na produção, em colaborações internacionais e na disposição para explorar novos caminhos. Sua música não se limita a um único gênero ou país; é um diálogo vivo entre a Bahia e o mundo.

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